sábado, 19 de setembro de 2009

O Tremelico e o Desespero

A ideia é simples. Primeiro lança-se um boato. A fonte, claro, é anónima. Depois, com base no "já falado", escrevem-se as mentiras mais grosseiras. Um simples direito de petição, destinado a quem de direito, deu logo a origem às mais irreais inverdades.

Não terminasse agora o meu mandato nem uma assinatura seria necessária. Bastava a minha. E o que se pretende? É simples. Que sejam analisados os dados do ruído e das poeiras emitidos pela empresa Enermontijo.

Já o sabemos. O Investimento é estratégico para o país e para a região. A localização é um absurdo. Como é possível efectuar-se uma fábrica com aquelas características paredes-meias com casas de habitação? Mesmo ao lado. Era do Governo a culpa, sussurravam uns. Afinal é da Câmara do Montijo. A resposta é do Governo. A localização é para todos o maior dos mistérios. Tive imensos debates com o Senhor Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. E se por acaso o Senhor Ministro do Ambiente se deslocasse ao local, sei, tenho a certeza, que a sua expressão seria de indignação.

Depois de imensa pressão, de pedidos de esclarecimentos ao Governo, existem ligeiras melhorias. Será que são suficientes? Não sei. Só os dados técnicos o poderão dizer.

Agora, confundir um direito de petição com o encerramento é um acto de desespero. Solicita-se que os nossos futuros representantes, com responsabilidades na matéria, continuem a solicitar às autoridades com competência o interesse pelo bem-estar dos cidadãos. É só isto. Quem vos disser o contrário, já sabem, está mesmo muito desesperado. E não se inibe de lançar boatos e mentiras.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nadar


Nenhuma criança ou jovem que estude e resida em Pegões, assim como nas freguesias limítrofes, tem acesso a aulas regulares de natação. Todos sabemos, a natação é uma das actividades que mais contribui para o desenvolvimento harmonioso do nosso corpo.

A natação de uma forma regular apenas está disponível para os pais ou encarregados de educação que têm disponibilidade e interesse em levar os filhos às piscinas municipais de Vendas Novas.

A C.M. Montijo parece que desconhece a situação e em resposta a uma pergunta parlamentar enumera o número de entradas nas piscinas no Verão em Pegões-Gare. Ainda que esse equipamento esteja disponível para a população, é um facto, durante o Verão, não nos podemos esquecer que ele não substitui o direito que todos as crianças e jovens têm de ter direito a aulas de natação.

Propomos que a C.M. Montijo efectue um acordo com a C.M. Vendas Novas e o seu complexo de piscinas esteja disponível para as aulas regulares de natação destinadas aos jovens e crianças, estendendo também esse direito a todos os interessados no período nocturno.

Isto, porém, é numa fase intermédia. Para solucionar o problema e considerando a grande distância a que estamos da cidade do Montijo, solicitaremos que a C.M. Montijo edifique na nossa região um complexo de piscinas municipais. Defendemos que, considerando a centralidade de Pegões e a proximidade da Escola EB23, que o mesmo seja construído em Pegões.

sábado, 12 de setembro de 2009

Carta Fechada


Lars Gustafsson é o único escritor sueco que conheço. E apenas um livro. Nele, ele relata um detalhe impressionante: ao receber a carta de um hospital, adivinhando o teor do resultado de uma biopsia, não a abre e lança-a no fogo. Adivinha-se o resto do livro...

Existem cartas que lançam pontes, outras que fecham portas. Umas fechadas, com lacre, outras perfumadas e coloridas. E claro, as cartas abertas. Lembra-se dos postais dos CTT, que por serem mais baratos eram uma espécie de carta aberta? De um lado um selo, o endereço, no inverso a comunicação com poucas palavras.

As cartas abertas devem falar de ideias, de propostas, de projectos. Quando enumeram inverdades, forma eloquente para enunciar um facto que não corresponde à verdade, e não se coíbem de insultar e ameaçar, ignore as cartas que fecham as portas ao seu futuro.

Um drama


Foram imensas as assinaturas recolhidas no porta-a-porta. Quase todos os vizinhos subscreveram as petições. Conheci pessoas maravilhosas.

Os nossos futuros representes no Parlamento, o futuro Ministro do Ambiente e a próxima presidente da autarquia estou certo darão às justas solicitações a melhor atenção. É também assim que funciona a democracia.

Nesta troca de ideias que representava sempre a subscrição das petições, houve imensas pessoas que me sensibilizaram. Uma em particular. Já não falava com a sua filha menor há cinco anos. Estava longe.

Prometi-lhe que diligenciaria todos os esforços junto do consulado português para que através da Web, com recurso a uma câmara digital, além de falar com a sua filha ela pudesse ver também o rosto da sua filha.

Se for possível este pequeno sonho, será um momento relevante desta iniciativa. O de aproximar uma mãe e uma filha, que as circunstâncias da vida, separaram.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eleições à Porta


Sempre que há eleições, o país tremelica em arranjos de última hora. Faz-me lembrar os alunos que não estudam e que, à beira dos exames, em vez de relembrar a matéria estudada, decoram-na sem a perceber.

Esta tarde, a C. M. Montijo entendeu pintar a divisão da estrada, que o tempo se encarregou de já ter apagado há muito tempo. Pintou só o centro da via, porque bermas para os peões não existem. As estradas municipais são só pensadas para os carros. Poupa-se a tinta das bermas.

Mesmo assim, só se lembram em época de eleições. Estas atitudes, recorrentes, são preocupantes. Fazem-nos de tolos. E devem ser censuradas.

Os seus representantes exercem um mandato e devem-no executar com tranquilidade. Quando o efectuam à última da hora relembre-se sempre do aluno que nunca estudou e que quer passar o ano sem aprender a matéria.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Porta a porta


Tenho acompanhado os vizinhos afectados pela má localização da Enermontijo na recolha de assinaturas. E tem sido uma experiência extraordinária. Tenho conhecido pessoas maravilhosas.

Já o escrevi, volto a escrevê-lo, quantas vezes forem necessários. A localização da Enermontijo é uma vergonha. Só era admissível num quadro de conhecimento muito próximo da idade das trevas. A Senhora Presidente da Câmara deu uma entrevista em que disse que a estratégia perante a proximidade do aeroporto era planear, planear, planear. Está à vista o planeamento.

Não acredito, não quero pensar que seja assim, que tenham sido os empresários a eleger o local. Ou, dito por outras palavras, que tenham elegido o local por sua iniciativa. Alguém lhes indicou o local. E certamente alguém lhes deu as garantias que aquele era o local indicado.

Existe para já um dado inquestionável. O governo responsabilizou a Câmara Municipal pela sua localização. Acrescento, pela sua má localização.

E qual terá sido o papel que desempenhou o Executivo da Junta de Freguesia? Foram os últimos a saber? Não acredito. É o mais relevante investimento privado em Pegões. E desconheciam o investimento, as suas consequências, a sua localização? Se foi assim é grave. E que fizeram? Encolheram os ombros. Foram solidários com metade da localidade de Pegões? Não. Recolheram-se no silêncio. E quando assim é você acha que merecem a sua confiança política? Claro que não.

Quando você vota, deposita nos seus representantes a sua confiança política. Sabe que eles o representam. Sabe que, se forem solicitados, os seus representantes lhe dirão algo. E foi isso que fiz. Solicitei esclarecimentos ao Governo. Acompanhei os vizinhos numa deslocação porta-a-porta. Os próximos Senhores Deputados devem continuar a interessar-se por este caso.

Não está em causa o investimento. Nem agora encerrar a fábrica. Mas todos temos o direito ao descanso. À qualidade do ar. A vender a excelência dos alimentos que se produzem. E não é isso que está acontecer num raio relevante da unidade industrial.

sábado, 5 de setembro de 2009

Segurança Rodoviária

Pegões aparece frequentemente nas notícias, nem sempre pelas melhores razões. Uma delas é pelos acidentes rodoviários. Ainda que não sejam no interior da localidade, eles acontecem nas estradas na região de Pegões (Pegões, Canha e Santo Isidro).

Queremos que a nossa região, em particular a nossa freguesia, não seja noticiada pelos acidentes rodoviários, muitas vezes mortais. Queremos ser parceiros com as entidades competentes em campanhas contra os acidentes rodoviários.

O primeiro candidato da nossa lista, o Deputado Luís Carloto Marques, perguntou aos membros do governo competentes porque motivo Pegões e Faias são as únicas localidades na Estrada Nacional nº 4 que não tem semáforos para controlar a velocidade automóvel. E há uma situação idêntica na Estrada Nacional Nº10.

As perguntas podem ser consultadas aqui e aqui.

Seja exigente em matéria de segurança rodoviária. E, já agora, pergunte à actual Junta de Freguesia de Pegões que apoio deu às pretensões justas do Deputado. Fez como sempre. Encolheu os ombros.

Não nos sobra nenhuma criança, nenhuma pessoa, seremos também em matéria de segurança rodoviária, muito exigentes. E convido-vos a ver este vídeo chocante elaborado pela prevenção rodoviária do País de Gales. É infelizmente uma realidade cruel quotidiana.