A ideia é simples. Primeiro lança-se um boato. A fonte, claro, é anónima. Depois, com base no "já falado", escrevem-se as mentiras mais grosseiras. Um simples direito de petição, destinado a quem de direito, deu logo a origem às mais irreais inverdades.
Não terminasse agora o meu mandato nem uma assinatura seria necessária. Bastava a minha. E o que se pretende? É simples. Que sejam analisados os dados do ruído e das poeiras emitidos pela empresa Enermontijo.
Já o sabemos. O Investimento é estratégico para o país e para a região. A localização é um absurdo. Como é possível efectuar-se uma fábrica com aquelas características paredes-meias com casas de habitação? Mesmo ao lado. Era do Governo a culpa, sussurravam uns. Afinal é da Câmara do Montijo. A resposta é do Governo. A localização é para todos o maior dos mistérios. Tive imensos debates com o Senhor Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. E se por acaso o Senhor Ministro do Ambiente se deslocasse ao local, sei, tenho a certeza, que a sua expressão seria de indignação.
Depois de imensa pressão, de pedidos de esclarecimentos ao Governo, existem ligeiras melhorias. Será que são suficientes? Não sei. Só os dados técnicos o poderão dizer.
Agora, confundir um direito de petição com o encerramento é um acto de desespero. Solicita-se que os nossos futuros representantes, com responsabilidades na matéria, continuem a solicitar às autoridades com competência o interesse pelo bem-estar dos cidadãos. É só isto. Quem vos disser o contrário, já sabem, está mesmo muito desesperado. E não se inibe de lançar boatos e mentiras.


